Dia 29/10/06 – Belém (PA)

29/10/2006

Tomamos um ligeiro café com pão do Vini, justificamos o voto com Rafael e Magnólio, levamos a Juliana para as Docas às 10:00hs, que segue para Belém de barco com a Firula. Mas o barco só sai mesmo ao meio-dia. Enquanto isso ela vai fazendo, como diria Magnólio, contato imediato com a rede ao lado. Eu sigo de avião. Olho Santarém de cima. Nuvens, mata, água. Tanta água que encobre a terra! Sinto uma leveza no peito. As águas me lavaram? Me levaram? É difícil despedir. Sempre sofro nesta hora. Viajar não é fácil. É preciso madureza. É preciso firmeza.
-marina quinan-

Deixaram-me nas Docas (Eu, Firula e mochila), despedi-me da Marina. Ela vai por cima e eu por baixo. Fui atar minha rede, olhei para os lados, escolhi o melhor lugar para ficar. Atar rede é sempre uma coisa complicada pra mim. Fiquei quase dois meses aqui e não aprendi o nó que, aliás, D. Ivanize me ensinou lá no Ceará. Esse nó seria do meu jeito mesmo, o nó que aprendi e sempre uso. Nó de amarrar tênis, de enrolar cabelo. Subi num banquinho e, como se fosse grande entendida de nós, me pus a fazê-los com toda convicção. Um paraense que estava ao lado olhou com desconfiança. Eu disse:
_ Não tá botando fé nesse nó?
_ Vai cair.

E eu então, com toda a vontade de fazer meu nó dar certo, dei o mesmo repetidas vezes no mesmo ponto. Puxei a rede para ver sua firmeza. O paraense olhou e disse:
_ Agora botei fé, mas o difícil vai ser desatar esse nó.
_ Nisso eu pensarei só daqui a 2 dias.

Ele riu.
-juliana balsalobre-

1 pessoa fez comentários

Anonymous - Gravatar

Anonymous disse em 29 de Novembro de 2006 às 9:33 am:

Assistam Las Cabaças em Belém
no Espetáculo Semi-Breve - dia 12 de Novembro (Domingo) às 18 hs no São José Liberto - Entrada Franca

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