las cabaças e doutores da alegria em Cachoeira do Aruã (PA)

19/10/2008

4 pessoas fizeram comentários

anônimo - Gravatar

anônimo disse em 29 de Outubro de 2008 às 10:35 am:

Cachoeira do Aruã

Telelém… Contei as pedras
Soalho de corredeiras
Onde meu corpo esfrega
Enquanto a água prateia

O dia amanhecendo
Navego no Abaré
Vim aqui de repente
Pouco sei sobre os Zoés

Vim aqui tão de repente
Vindo de outro lugar
Procurar o mais profundo
Que no simples mais está

Vim aqui tão de repente
Pra trocar com cada lugar
O que eu trouxe de longe
Com o que daqui levar

E voltar pro meu caminho
Telelém… telelém…
Saindo pra não deixar
De cantar o telelém
Nos lugares que passar

anônimo - Gravatar

anônimo disse em 31 de Outubro de 2008 às 3:11 pm:

Rosivaldo

Erê! Telelém… telelém…
Erê! Meu amigo poeta
Que bom te reencontrar
Declamando teu verso
Declarando teu mundo
Desmanchando a pressa

Erê! Telelém… telelém…
Erê! Meu amigo poeta
Sonha bem fundo
E espeta essas águas
No teu sentimento

Mas reserve umas rimas
De dizer tua terra
De chamar alegria
De cantar esperança
De ficar telelém

Que entre idas e vindas
Viremos aqui cantar também
Telelém… telelém… telelém…

anônimo - Gravatar

anônimo disse em 3 de Novembro de 2008 às 10:06 am:

Tucumã

Erê! Tucumã…
Só agora lhe vi
Inteira com meu olhar
Erê! Tucumã…
Acabei de chegar
Telelém… telelém…

A névoa se dissipando
Paradas aqui e acolá
As vilas como um rosário
Que é sina de rio juntar

Meu olhar pescador
Pesca troncos na água
Fisga aves no céu
E se enche de manhã

Meu gesto rema canoa
Tem medo, corre de onça
Esparrama o abraço
E suporta o adeus

Erê! Tucumã… Abaré…
Santarém… Aruã…
Saudade levo nos olhos
Lembranças de todo lugar
Telelém… telelém…

anônimo - Gravatar

anônimo disse em 27 de Novembro de 2008 às 9:59 am:

Arapiuns

Erê! Navego pra longe
Margens em todo luar
Minha infância foi num rio
Aprendendo navegar
Telelém… Telelém…

De dentro da minha canoa
Escuto cada lugar
Qual rio conta histórias
Que rio me faz chegar

O Amazonas é grande
Tapajós não faz desfeita
Arapiuns é acolhedor
Se espalha como colheita

Sou como esses rios
Não canso de navegar
Levo de um lado pra outro
Minha alma a balançar

E as rugas no meu rosto
São leitos secos da lida
Delatando minha paixão
Por cada gesto da vida

Erê! Telelém…
Minha infância foi num rio
Aprendendo navegar
Telelém… Telelém…

Faça um comentário

Os campos marcados com "*" são obrigatórios.