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7 pessoas fizeram comentários
anônimo disse em 3 de Novembro de 2008 às 10:23 am:
Erê! Marabaxo de rua
Erê! Marabaxo de rua
Lá vem a caixa a rufar
Juntando os peregrinos
Nessa oração de cantar
Erê! Marabaxo de rua
Gengibirra pra alegrar
O dia que é do Divino
E da gente desse lugar
Erê! Marabaxo de rua
Um caldo pra sustentar
Essa casa sempre aberta
Pra dança que veio rezar
Erê! Marabaxo de rua
A porta já esta aberta
Dentro do meu coração
Já ergui o mastro da festa
Telelém… telelém…
Anônimo disse em 9 de Novembro de 2008 às 5:22 pm:
Remédio de valor
Aningueiras formam várzeas
Nas margens do Beija-flor
Que leva meu pensamento
Pra onde esta o amor
Quintais de chão varrido
Sombras da minha infância
Passando pelos momentos
Lembrados nessa distância
Em cada verso que ouço
Nas conversas de varanda
Me dá saudade de filho
Sem o gosto de demanda
Te rio beija-flor
Te beijo meu amor
E curo cada dor
Com remédio de valor
Do meu jeito telelém…
Anônimo disse em 9 de Novembro de 2008 às 5:25 pm:
Me bença
Erê! Povo de longe
Tão perto veio chegar
Repicando suas caixas
Para encanto Amapá
Telelém… telelém…
Cochicho sem segredo
No senso da infância
Que o tempo entendido
Conservou como herança
Me bença Maria Barriga
Apara e põe pra chorar
Me lança em águas do rio
Que têm o tamanho de mar
Me bença Tia Dacina
Encanta e faz dançar
Me lança no tom da alegria
Que vibra no couro a rufar
Me bença Olga Jacarandá
Ensina e faz sonhar
Com o que há mais bonito
Aqui e em cada lugar
Telelém… Maria Barriga
Telelém… Tia Dacina
Telelém… Olga Jacarandá
Me bençam com suas vidas
Em pedaços entrelaçadas
anônimo disse em 20 de Novembro de 2008 às 11:26 am:
Todas as Santas
Erê! Santa da Luz
Senhora da Piedade
Erê! Telelém vim rezar
Com todos dessa cidade
É festa, é alvorada
A noite acabou de passar
Inspirando cada bendito
E galantes sons pelo ar
Ladainha canto bonito
Jaculatório ouvi contar
Fogos brilhando nas mãos
Que também vieram tocar
Couro esquentando fogo
O sono já vai passar
Labada enfeitada de fitas
Pra tradição respeitar
Tabocas requebrando som
Esperando o café coar
Batuque ritmado no tom
Diante de cada altar
Erê! Telelém… telelém…
Galo canta, sinal do dia
Que se põe a clarear
Juntando canto com canto
Que aqui viemos prezar
Erê! Telelém…
anônimo disse em 20 de Novembro de 2008 às 11:27 am:
Rezei comigo
Rezei comigo
As minhas palavras
Livrei cada perigo
De cada um que gostava
Rezei comigo
As minhas palavras
Deixei sem abrigo
Cada magoa que levava
Rezei comigo
Sem meias palavras
Por tudo que queria
E meu coração mandava
Erê! Telelém…
O amor tá na porta
Deixa entrar que convém
Telelém… telelém…
anônimo disse em 20 de Novembro de 2008 às 11:29 am:
Comandante do Ano
Ensina puxar mandioca
Gengibirra ensina fazer
Cantar ladainha de santo
Marabaxo tocar pra valer
E pede abrir a porta
Para o luar entrar
Enfeitando cada casa
Antes de a aurora chegar
Ensina rezar penitente
Sozinho ajoelhado
Na pedra trazida da África
Que mói qualquer pecado
E pede muita licença
Para aprender e ensinar
O amor por cada santo
Que vieram aqui parar
Erê! Comandante do Ano
Quem aprende pra ensinar
Mora na casa da gente
Mesmo se ela mudar de lugar
Telelém… telelém… telelém…
anônimo disse em 20 de Novembro de 2008 às 11:32 am:
Bailique
Erê! As visagens moram
No mundo de todo lugar
Mas aqui no Bailique
Elas só vêm passear
Telelém… telelém…
Balanço de rede ouvindo
O vento a balançar
E o silêncio pedindo
Só um lugar pra ficar
Tantas dúvidas medindo
Qual resposta pesar
Nenhum olhar é furtivo
Quando se põe a falar
Nenhuma duvida resguarda
O sonho que viemos sonhar
Sem formato definitivo
Renascendo em cada lugar
Erê! A jornada bate
Na porta pra descansar
Telelém… Telelém…
Não se importe
Sabemos como ir e voltar
Telelém… Telelém…

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